ANGOLA: EXERCICIO DE FORÇAS ESPECIAIS, “VALE DO KEVE 2014” (Conclusão)

Depois de no artigo anterior sobre o exercício VALE DO KEVE 2014 das Forças Especiais da SADC, Southern African Development Community, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, termos falado de aspectos gerais e operacionais, hoje abordamos as inovações relativas à Logística, que não foram poucas, e apresentamos a nossa conclusão.

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11 de Setembro de 2014. Cerimónia de encerramento no Campo Militar de Kisanga Kungo, junto a Waku-Kungo a 400km de Luanda. A bandeira da SADC, em segundo plano, seria aqui entregue às Forças Especiais do Zimbabwe, que organizarão a edição 2015 deste exercício.

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ANGOLA: EXERCÍCIO DE FORÇAS ESPECIAIS, “VALE DO KEVE 2014” (I)

As forças especiais angolanas organizaram recentemente um exercício multinacional de grande importância regional – VALE DO KEVE 2014 – o qual decorreu no âmbito da sua participação da componente “defesa e segurança” da SADC, Southern African Development Community, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral. Estando iminente a participação de Angola com um grande contingente na missão de paz da ONU na República Centro Africana , muito do que aqui se testou será certamente de grande utilidade para essa operação.

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Neste exercício multinacional assistiu-se ao intenso uso de meios aéreos de asa rotativa, quase e sempre em condições muito exigentes para máquinas, tripulações e apoio.

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PÁRA-QUEDISTA GNR HERÓI

Ricardo Rosa
Ricardo Rosa

Por altura do Natal, o militar Ricardo Rosa, 37 anos, salvou em 2010 uma mulher da morte. Encontrou a vítima, de 62, em paragem cardiorrespiratória e conseguiu reanimá-la. E desde então já salvou outras duas pessoas – a última das quais no passado dia 7. O militar, destacado no posto da GNR de Salvaterra de Magos, evitou que uma condutora fosse atropelada.

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MULHERES DE ARMAS

Começaram devagarinho na Força Aérea nos anos 60, com as enfermeiras pára-quedistas. Hoje, representam 20% do efectivo militar. Afinal, a tropa não é só para homens.
Para os mais cépticos em relação ao ingresso das mulheres nas forças armadas fica uma verdade, elas, as nossas mulheres militares já deram provas das suas capacidades destacando-se dos homens em várias especialidades nos diversos ramos das forças armadas.

Alexandra Serrano Rosa
SAjuPq. Alexandra Serrano Rosa é uma “Mulher de armas”, alcançou destaque ao tornar-se na primeira e única mulher Instrutora Pára-quedista Militar, até hoje.

Alguém disse um dia a Winston Churchill – primeiro-ministro britânico durante a II Guerra Mundial – que no ano 2000 as mulheres mandariam no Mundo. Com o seu habitual humor sarcástico, Churchill terá dito: «Ainda …?»
Tenha falado a sério ou a brincar, o certo é que a resposta do carismático político inglês reflectia já uma tendência das sociedades ocidentais e da europeia em particular: o crescente papel da mulher em postos de decisão e a sua emancipação face ao homem. E aquele que parecia ser o último reduto dos homens, o serviço militar, também acabou conquistado por elas. E não deixam os créditos por mãos alheias, conseguindo chegar rapidamente às patentes de oficiais. Ou não fossem elas mais determinadas do que eles.

Quinze anos depois de ter entrado para a Força Aérea, Regina Ramos é dos rostos mais conhecidos, e não é pelo facto de ser mulher. Segundo ela, nunca sentiu qualquer discriminação nas fileiras, até porque este foi o ramo das forças armadas que primeiro se abriu às mulheres e onde «elas» dão cartas. Para Regina Ramos, isso deve-se à própria natureza das mulheres: «Penso que tem a ver com a psicologia das mulheres na adolescência. Os homens amadurecem mais tarde, e as raparigas são melhores alunas.
Elas são mais determinadas, mais pacientes. Quando chegam ao 12.º ano, estão mais bem preparadas para uma faculdade ou outro percurso que escolham.»
Discriminação foi coisa que Regina Ramos nunca sentiu e nunca viu. Embora no início, quando as FA se abriram às mulheres, tenha havido alguns problemas. Mas isso foi há muitos anos. A Força Aérea recebeu as primeiras militares do sexo feminino, as enfermeiras pára-quedistas, em 1961 e foi também o primeiro ramo das forças armadas a abrir as portas da Academia da Força Aérea a candidatas em 1988.

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A Tenente-Coronel Diná Azevedo, a primeira mulher a comandar uma esquadra em Portugal. © Espiral do Tempo

Em 1998, as mulheres representavam cerca de 9,5% do total de efectivos militares. Eram cerca de 712 mulheres. Actualmente, a Força Aérea é servida por 1245 militares do sexo feminino, o que representa cerca de 17% do efectivo militar deste ramo das forças armadas. As áreas em que estão mais presentes são a área de apoio, com cerca de 79% do efectivo militar feminino, seguida pela área operacional, com 11% do total, e por último surge a área da manutenção, com cerca de 10% do universo militar feminino da Força Aérea.

Um crescimento que tem sido sentido nos outros ramos, como o Exército, onde representam já 19% do total de efectivos, estando presentes desde a componente de combate à componente administrativa, à excepção das tropas especiais, nomeadamente os Comandos e as Operações Especiais.
A primeira mulher do quadro permanente foi incorporada em Abril de 1989. Dois anos depois, a Academia Militar incorporou as primeiras cadetes femininas. Em 1992, realizou-se a primeira incorporação feminina, no Batalhão de Informações e Reconhecimento das Transmissões, na Trafaria.
E desde aí o número tem vindo a crescer de ano para ano.

Na Marinha Portuguesa, a entrada de mulheres começou a fazer-se em 1992. Actualmente, existem 886 militares femininos na fileiras da Armada, o que representa 8,7% do total do efectivo, sendo que a percentagem de cadetes femininos a frequentarem presentemente a Escola Naval é cerca de 15 %.
Na distribuição de desempenho de funções, na classe de oficiais elas estão representadas nas áreas de técnicos superiores navais, saúde e classe de Marinha. Na classe de sargentos, ocupam as áreas de saúde e informática, e na de praças desempenham funções nas áreas de manobras, serviços, operações e administrativos.

Mais bem preparadas

Quando chegam à vida militar, vão mais bem preparadas que os homens: «Acho que, na generalidade, a formação de base das mulheres é melhor. Elas vão mais bem preparadas para o ensino superior; julgo que tem a ver com o empenho e a dedicação.»

OPERAÇÃO «NEMA» (QUIPEDRO-ANGOLA):50 ANOS DEPOIS

«…As Tropas Pára-quedistas recompensam-se a si próprias, pois que, cada pára-quedista atinge a finalidade primeira e última de todo o militar – a glória.»

(Extracto do louvor concedido pelo SEA ao BCP 21)

INTRODUÇÃO
O autor, António E. Sucena do Carmo, pretende com este apontamento, assinalar e divulgar um importante acontecimento na história de uma das forças militares mais carismáticas de Portugal – os PÁRA-QUEDISTAS – facilmente reconhecidos pela sua inconfundível e mítica boina “verde caçador pára-quedista” e, pelas suas singulares “asas”, vulgarmente conhecidas por “brevê pára-quedista”.

Respeitados pela população que admira o seu garbo e o entoar dos seus cânticos guerreiros, as TROPAS PÁRA-QUEDISTAS constituíram, desde sempre, exemplo de profissionalismo e dedicação à Pátria.
É dentro deste escopo que esta força de escol comemora, no ano em curso, um incomensurável marco da sua capacidade profissional: a 11 de Agosto de 1961 realizaram o primeiro salto em combate, ou seja foram empenhadas por meio de um lançamento de pára-quedas.

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"Asas ao Peito" Comunidade desde Maio 2009